O Brasil lidera a lista de países com o maior número de roteadores MikroTikinfectados ou expostos a ataques de mineração de criptomoedas. A ação foi batizada de JS:InfectedMikroTik e utiliza a vulnerabilidade do protocolo WinBox, descoberto no final de julho. Criminosos e hackers se aproveitam da falha para gerar moedas eletrônicas a partir do dispositivo do usuário. Na ocasião, mais de 280 mil roteadorestinham sido atacados.
A informação foi divulgada pela Avast, que identificou 85.230 dispositivos afetados no país e bloqueou conexões a URLs maliciosas mais de 22,4 milhões de vezes. De acordo com a companhia, 362.616 roteadores foram protegidos da vulnerabilidade. A lista de países infectados inclui, ainda, a Polônia (43.677 roteadores), Indonésia (27.102) e Argentina (24.255).
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As chamadas campanhas de mineração de criptomoedas, como essa bloqueada pela Avast, envolvem malwares que invadem roteadores e outros equipamentos da rede. Eles forçam a navegação a passar por sites que rodem código de exploração de moedas virtuais no computador.
Embora, em geral, esse tipo de ataque não represente riscos de perda de dados e outros danos do tipo, os processos de mineração podem pesar bastante no sistema e provocar travamentos ou lentidão no computador. Na outra ponta, o criminoso apenas coleta o lucro, movimentando as moedas virtuais para sua carteira.
